terça-feira, 9 de junho de 2009

Preto no Branco

Tudo é preto no branco
ou será branco no preto?
Arguir sobre o pranto
da discórdia no relento.

Nas névoas do café
lábios brancos lhe encontrarão
beijarão louça alemã
primorosa de artesã.

Negros cor de terra molhada
molhada pelos seus prantos
que desenham o seu rosto
e mostram
a amargura do desgosto
de nunca ter tocado a louça alemã
e muito menos de ter tomado
um bom café pela manhã

Mais um dia isso há de mudar
e vai proporcionar
um brinde colossal
e não existirá mais preto no branco
muito menos branco no preto
pois as cores devem se completar
e formar um grande ressoar.

Utopia

Bela no vestido
Adornado,
Enlaçado
O balanço deste envenena
asfixia
deslexia

Cachos negros volúpeis
reluzentes
displicentes

Cútis cor do pecado
pecado que me tenta
me sustenta

Cair-te em teu colo
é um delírio eloquente
pertinente

Espero que ao cair da noite
deixe-me deleitar em seu âmago
cair em sua contradições
navegar em suas emoções

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Almas Gêmeas

Almas gêmeas se encontram
explosões de emoções
carnaval e comoções
o bater do meu peito
é o alegre ressoar de uma canção

Árvores germinam
arco-íris arranham os céus
céus de brigadeiro
Que lindo está o dia!

Labirinto do fauno
nem isso nos assusta
o poder de nossa atração
deslumbra e o assusta

Faíscas, fogo e calor
libído causando ofuror
olhares se denunciam
e nuncam se recriminam

Ah, como é doce o sabor da uva!
Nada de fel,
puro mel!

Encontrar-te foi
um poço de alucinações
Encontrar-me
foi a base da suas alienações

Como um completa o outro!
é admiravel a sintonia
espero que nunca desafine
essa ópera chamada : PAIXÃO

terça-feira, 7 de abril de 2009

Queima a terra

Queima a terra
devastando minha alma
levando as cinzas tristes
de um amor torrencial


Fogo vai ardendo
Pele borbulhando
descalço caminho
em minha eterna e vivaz solidão

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Coração Esvaiecido

Sentado em meu aconchego
desvio o olhar a janela
uma moça bate em meu portão
falando que tinham lhe roubado o amor
Deixei-a entrar. Dei café, almoço e banho.
No final do dia, resolveu sair.
Falou que já estava melhor e me agradeceu,
porém algo me entristeceu.
Descobri que agora, quem precisava do amor era eu.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Minha casa da infância

Minha casa da infância
era pequena, humilde
moldalda por tijolos grossos
como a mão de meu pai
amarelinha, pega-pega
jogatinas de criança
no quintal lá de casa
proseava a esperança
de sempre continuar em
minha casinha da infância.

terça-feira, 31 de março de 2009

1° Poema

Rádio Brasil

É hora de mudar os conceitos
Quebrar as regras e redefinir preceitos
Sair as ruas e bradar de peito aberto
Águas da mudança rolaram em seus leitos

Politicagem porca, imunda
Sistema torpe, apenas oriunda
Mentes de nossa gente
Condicionando-nos como latentes

Líderes engravatados, ternos engomados
Bolsos “largos” porém “apertados”
De baixo de seus panos de seda
Aprontam as maiores mazelas

Champangne, caviar.
Comidas e bebidas aristocratas
Tapete vermelho estendido a seus pés
Ritual nobre.
Pobre!

Brasília terra de ninguém
Um grande armazém
Um grande desdém

A hora chegou, não é revolução
Tomar as ruas com toda comoção
Pedir, reivindicar, politizar
Chega de demagogia
Brasil, mostra sua cara.
Mais....onde estamos mesmo?
Brasil. Esqueçam tudo isso.